Variante Delta chega a MS com três casos
- 8 de set. de 2021
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08 de setembro de 2021.
Mato Grosso do Sul teve esta semana os três primeiros casos da variante Delta da covid-19 confirmados. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, na manhã de segunda-feira (6). O titular da SES se reúne hoje com representantes da Associação dos Municípios (Assomassul) e do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do Estado para discutir novas medidas de enfrentamento à doença.
Foi informado que duas pessoas contaminadas, um homem de 22 anos e uma mulher de 51, são de Campo Grande, enquanto o terceiro caso é de uma paciente de 52 anos, natural do Rio de Janeiro e que atualmente reside em Ladário.
O que é ainda mais preocupante nesta situação é que a mutação do vírus está circulando desde o fim de julho. Uma das contaminadas procurou uma unidade de saúde em Corumbá para fazer o teste PCR no dia 23. A amostra foi então enviada à Fiocruz Amazônia, em Manaus, para que fosse realizado o seu sequenciamento genético.
Geraldo Resende disse que a melhor maneira de se fazer uma contenção dos “estragos” segue sendo a vacinação em massa, e deve reforçar a orientação durante o encontro hoje entre membros de Assomassul e Cosems “A única ação efetiva para a gente poder não trazer impacto é acelerar o processo de imunização: fazer a D2 [segunda dose] em quem está precisando e a terceira dose nos idosos. Todos os municípios têm colaborado muito, mas a gente vai pedir um esforço ainda maior para acelerar e não ficar vacinas estocadas em geladeiras”, disse.
O que é a variante Delta?
Detectada pela primeira vez em outubro de 2020, na Índia, a mutação do vírus Sars-CoV-2 já foi registrada em mais de 130 países, segundo comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado no dia 30 de julho. Ela preocupa infectologistas de todo o mundo por conta de sua maior transmissibilidade – que chega a ser duas vezes maior que a da variante Alpha – e sintomas diferentes, que se assemelham aos de um resfriado comum.
A Fiocruz afirma em seu site que, no cenário atual, em que a variante tem surgido por todo o país e aumentado o número de hospitalizações, a ação mais adequada seria voltar às medidas de distanciamento social, com redução do afrouxamento de movimentação das pessoas.
FONTE: O PANTANEIRO
