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Reprodução de peixes no Bioparque poderá salvar espécies ameaçadas de extinção em MS

  • 23 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

23 de maio de 2022.


Para reverter o quadro de algumas regiões, onde não se encontra determinadas espécies com facilidade, o repovoamento seria uma solução futura, conforme Heriberto Gimenes Júnior, biólogo coordenador do Laboratório de Ictiologia do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e curador do Bioparque Pantanal.


"Se você tem as matrizes de uma espécie rara, elas estão reproduzindo e têm filhotes, podemos fazer o repovoamento em áreas que estão sendo impactadas", explica.


O Bioparque é considerado referência mundial por ser o maior aquário de água doce do mundo. Um de seus pilares é a conservação de espécies, conforme .


"Se existe alguma espécie ameaçada de extinção, algum rio que está sofrendo impacto e que possa prejudicar a existência de algum animal, o aquário serve como um auxílio no sentido de reprodução. Nosso objetivo é estudar como é o comportamento, como é a parte reprodutiva e com isso criar políticas de conservação para a preservação de uma referida espécie potencial ameaçada de extinção", disse Heriberto.


Ele destaca que duas espécies que estão no Bioparque se enquadram numa categoria ameaçada de desaparecer, o Tetra de Cauda Vermelha e o Cascudo-viola.


As duas espécies se reproduziram no complexo, sendo que o primeiro foi descoberto recentemente no Rio Correntes, entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.


"Ele veio de um rio em que o entorno dele, basicamente é tomado pela agropecuária, tem agrotóxico, com as chuvas esse agrotóxico entra dentro do sistema e isso pode futuramente causar um grande impacto nos peixes desse lugar. Com essa espécie inédita aqui dentro do Bioparque reproduzindo, iremos entender seus hábitos e trabalhar na sua conservação", afirma o coordenador.


Ele ressalta que o lazer, a educação ambiental e a produção científica, aliados a conservação, compõem um aquário público.

 
 

Trem do Pantanal

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