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Morte de três bebês intensifica preocupação com vírus respiratórios em Corumbá

  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura

28 de julho de 2026.



VSR é um dos principais vírus causadores de infecções nas vias respiratórias e nos pulmões, afetando principalmente bebês e crianças pequenas
VSR é um dos principais vírus causadores de infecções nas vias respiratórias e nos pulmões, afetando principalmente bebês e crianças pequenas

A morte de três bebês com menos de um ano de idade, em um intervalo de aproximadamente 15 dias, intensificou a preocupação com a alta na circulação de vírus respiratórios em Corumbá. A situação levou a Secretaria Municipal de Saúde a divulgar, na última quinta-feira (23), um alerta epidemiológico à população.


De acordo com a assessoria da pasta, nenhum dos bebês - de 1 mês, 6 meses e 10 meses -, apresentava comorbidades. Dois dos óbitos foram provocados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o terceiro teve como causa o bocavírus.


O VSR e o bocavírus são grandes causadores de infecções graves em bebês e crianças pequenas, sendo responsáveis por quadros de bronquiolite e pneumonia. O bocavírus, no entanto, diferencia-se por também provocar nasofaringite e manifestações gastrointestinais.


A Secretaria Municipal de Saúde informou que a cobertura vacinal contra o VSR entre gestantes em Corumbá está em 63%, abaixo da meta de pelo menos 80%. A imunização passou a integrar a rede pública em dezembro do ano passado, como estratégia para reduzir casos graves e mortes relacionadas ao vírus.


Diferentes vírus respiratórios


O alerta emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Fronteira), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, foi publicado na última quinta-feira, após identificar um aumento expressivo na circulação de diferentes vírus respiratórios no município.


Os dados da Semana Epidemiológica 27 de 2026 mostram que, das 369 amostras analisadas pela Unidade Sentinela de Síndrome Gripal, 227 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, representando uma taxa de positividade de 61,5%.

O rinovírus foi o agente mais frequente, com 86 casos confirmados, seguido pela Influenza A (H3), com 70 registros. Também foram identificados 35 casos de Influenza B, 20 de metapneumovírus e ocorrências de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), evidenciando a circulação simultânea de diversos agentes infecciosos.


O boletim aponta ainda que as crianças de 0 a 4 anos concentram o maior número de casos, o que reforça a necessidade de atenção especial às medidas de prevenção e à procura por atendimento médico diante do agravamento dos sintomas.


Entre os sinais mais comuns das infecções respiratórias estão febre, tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, dores musculares, dor de cabeça, cansaço, chiado no peito e falta de ar. A orientação é que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas busquem assistência médica imediatamente em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro.


A Vigilância Epidemiológica reforça que a melhor forma de reduzir a transmissão dos vírus respiratórios é manter as medidas preventivas. As recomendações incluem higienizar frequentemente as mãos, evitar contato com pessoas doentes, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios e manter os ambientes bem ventilados.


O órgão também destaca a importância de manter a vacinação em dia, especialmente contra influenza e covid-19, além das vacinas indicadas para grupos específicos, como a pneumocócica 20-valente e a imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório destinada a gestantes e crianças prematuras.


FONTE: DIÁRIO CORUMBAENSE

 
 

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