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Incêndio em Santa Cruz destrói lojas e deixa comerciantes bolivianos em desespero

  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

07 de agosto de 2026.



Comerciantes desolados após perderem suas mercadorias
Comerciantes desolados após perderem suas mercadorias

Lágrimas, gritos e abraços desolados marcam esta quinta-feira (6), após um incêndio destruir um armazém que ocupava um quarteirão inteiro na Feira do Barrio Lindo, em Santa Cruz de la Sierra, distante cerca de 650 km da fronteira com Corumbá (MS). O fogo, que começou por volta das 5h, causou prejuízos incalculáveis e deixou muitos comerciantes em estado de choque ao verem seus negócios e fontes de renda virarem cinzas em poucos minutos.


Ao tomarem conhecimento do desastre por vídeos nas redes sociais, dezenas de feirantes correram ao local em uma tentativa desesperada de salvar as mercadorias. Para proteger o estoque das chamas, alguns lojistas arrombaram portas de segurança e empilharam roupas, móveis e artigos de papelaria nas calçadas vizinhas. No entanto, o avanço rápido do fogo impediu o acesso de grande parte dos trabalhadores aos seus estandes, resultando em perda total para muitas famílias.


Enquanto caminhavam de um lado para o outro, faziam ligações pedindo ajuda ou contando aos familiares o que havia acontecido. Os lojistas permaneceram na área do desastre. "Perdi tudo. Devo ao banco, devo ao banco", repetia um jovem, sem conseguir recuperar nada do seu negócio.


Um comerciante, que estava vigiando parte da mercadoria de seu pai, disse que soube do incêndio enquanto assistia ao TikTok e, ao perceber que estava acontecendo na feira do Barrio Lindo, saiu de casa e chegou ao local o mais rápido possível. Mas o fogo já havia consumido a área onde sua barraca estava localizada. "Não consegui salvar nada", disse o jovem comerciante, chorando inconsolavelmente.


Em meio ao tumulto, o desespero levou alguns comerciantes a agarrarem as mangueiras do Corpo de Bombeiros para tentar direcionar a água até suas bancas, mas a intensidade do incêndio impediu a aproximação. "Mandem mais bombeiros, está tudo pegando fogo", clamou uma das lojistas que assistia à destruição do quarteirão.


Equipes dos bombeiros seguem trabalhando no rescaldo do local, que continua tomado por uma densa fumaça. De acordo com a prefeitura, a estrutura do telhado foi severamente afetada e corre risco iminente de desabamento. O incêndio consumiu 40% do armazém que abrigava diversas associações comerciais, incluindo a Acronal A e B, a cooperativa 19 de Novembro, a associação 13 de Julho, entre outras.


Unidades de bombeiros da polícia, da prefeitura e voluntários trabalharam no local desde o amanhecer e, por volta das 10h, as autoridades anunciaram que o avanço do fogo havia sido controlado, mas não extinto. Ainda não há informações oficiais sobre feridos ou sobre as causas do incêndio.


FONTE: EL DEBER



 
 

Trem do Pantanal

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