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Imasul não identifica alteração na água após afundamento de barcaça e pede análises de metais

há 5 minutos
3 min de leitura

05 de novembro de 2026.


Afundamento aconteceu enquanto barcaça era carregada no terminal privado da Lhg
Afundamento aconteceu enquanto barcaça era carregada no terminal privado da Lhg

A avaliação técnica do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) não identificou, até o momento, alterações na qualidade da água do Rio Paraguai em decorrência do afundamento de uma barcaça carregada de minério de ferro. O acidente ocorreu na manhã de sábado (31), no Porto Gregório Curvo, terminal privado localizado no distrito de Porto Esperança, em Corumbá, e operado pela Lhg Mining.


Segundo o órgão ambiental, os parâmetros de cor, turbidez, pH e temperatura analisados não apontaram alterações relacionadas ao caso. O monitoramento foi realizado em diferentes pontos do rio, a montante, no local do afundamento e a jusante, além da coleta de amostras para exames laboratoriais.


Após ser comunicado sobre o acidente, o Imasul notificou a empresa responsável pelo empreendimento para que acompanhasse a situação e apresentasse informações sobre as condições ambientais da área. Como medida complementar, o Instituto solicitou análises de metais na água, para ampliar a avaliação de possíveis impactos provocados pelo contato do minério com o rio.


Na manifestação técnica, o órgão também informou que não havia registros de morte de animais aquáticos associados à ocorrência. Com base nos dados avaliados até aquele momento, não foram identificados indícios de impacto relevante na qualidade da água.


O acompanhamento continuará, com análise dos resultados laboratoriais, das medidas adotadas pela empresa e da necessidade de providências adicionais. O Ibama também realiza avaliações ambientais relacionadas ao acidente.


A barcaça pertence a uma empresa parceira da Lhg Mining, que informou estar apurando as circunstâncias do ocorrido.


Investigação

Enquanto os órgãos ambientais acompanham possíveis consequências do acidente, a Marinha do Brasil conduz um inquérito administrativo para esclarecer as causas do afundamento. O prazo para conclusão é de até 90 dias, conforme informou o capitão de fragata Eduardo Miranda, comandante da Capitania dos Portos do Pantanal, durante sessão na Câmara de Vereadores de Corumbá, na terça-feira (3).


Representantes da empresa proprietária da embarcação e trabalhadores portuários serão convocados para prestar depoimentos. A investigação considera possíveis fatores técnicos, operacionais e humanos que possam ter provocado o rompimento da estrutura na região central da barcaça.


O comandante informou que a documentação da embarcação está regular. A última inspeção da Capitania ocorreu em 24 de julho, quando a barcaça foi aprovada. O equipamento também possuía certificação de entidade classificadora e seguro.


Ele ponderou, entretanto, que a regularidade documental não descarta a possibilidade de falha material. Com mais de dez anos de uso, a embarcação estava autorizada a navegar, mas as condições de sua estrutura também integram a apuração.


A forma de carregamento e a quantidade de minério transportada estão entre os pontos que serão avaliados. Durante os questionamentos, vereadores levantaram hipóteses relacionadas à concentração da carga e à possível fadiga do material, além de mencionarem a existência de imagens da operação no terminal. O comandante ressaltou que essas questões ainda precisam ser verificadas e que nenhuma hipótese foi confirmada.


Retirada da embarcação


A área do afundamento permanece isolada e sinalizada, enquanto as atividades do terminal portuário estão suspensas, segundo o comandante da Capitania. A retomada das operações depende da retirada segura da barcaça e da avaliação das condições do local.


De acordo com o capitão de fragata, a empresa manifestou interesse em remover a embarcação, mas precisa apresentar um plano de salvatagem, elaborado com a participação de empresa credenciada e profissionais habilitados. O documento será analisado pela Capitania dos Portos e deverá receber aprovação do Comando do 6º Distrito Naval antes do início dos trabalhos.


A operação exige planejamento para evitar riscos aos trabalhadores e possíveis danos ambientais. Por isso, a retirada poderá levar algum tempo, considerando as etapas de elaboração, análise e aprovação do procedimento.


O comandante também explicou que as informações relacionadas ao inquérito permanecem sob responsabilidade da Capitania durante a investigação. Os resultados poderão ser apresentados após a conclusão do relatório.


FONTE: DIÁRIO CORUMBAENSE

 
 

Trem do Pantanal

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