Festa de Nossa Senhora do Carmo é celebrada com programação religiosa em Forte Coimbra
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A tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo foi realizada nesta quinta-feira, 16 de julho, em Forte Coimbra, com programação religiosa iniciada às 6 horas e previsão de encerramento às 14 horas.
As atividades começaram com a alvorada festiva às 6 horas. Entre 6h30 e 8 horas foi servido o café da manhã, seguido da celebração da Santa Missa que antecedeu os cortejos previstos para a manhã.
Das 9h às 9h30 a imagem da padroeira percorreu as ruas históricas do povoado em procissão terrestre. Em seguida, das 9h30 às 10 horas, ocorreu a tradicional cerimônia de troca do manto da imagem, um momento de devoção local que integra a sequência de atos religiosos.
A programação prosseguiu com nova procissão terrestre das 10 horas às 11 horas e com a procissão fluvial das 11 horas às 11h45, considerada um dos pontos mais emblemáticos da celebração. O cortejo retornou ao meio-dia quando foi realizada a bênção final.
Após as celebrações religiosas foi servido o almoço de confraternização das 12 às 14 horas, e o encerramento das atividades com a despedida das autoridades ficou previsto para as 14 horas. O evento contou com apoio da Prefeitura por meio da Fundação da Cultura.
Contexto histórico e significado
A festa integra o calendário de eventos religiosos e culturais de Corumbá e preserva uma tradição centenária que reúne fé, devoção e identidade cultural, fortalecendo o turismo religioso e valorizando o patrimônio histórico do município, conforme informações sobre a programação e o apoio institucional.
O forte onde se pratica a devoção foi erguido em 1775 e recebeu tombamento pelo Iphan em 1975. Relatos históricos associam Nossa Senhora do Carmo a episódios decisivos vividos pela guarnição militar no século XIX.
Em 1801, diante do avanço de um exército espanhol composto por 600 homens, embarcações e 30 canhões, os defensores do forte, reduzidos a 110 soldados com cinco canoas e três peças de artilharia, resistiram por nove dias. A retirada das tropas adversárias é atribuída à aparição da imagem da santa na entrada da fortificação, episódio que marcou o início da devoção local.
Durante a Guerra do Paraguai, em 1864, nova situação de cerco envolveu o forte. Uma força de 3,2 mil soldados paraguaios cercou a guarnição, que contava apenas com 149 brasileiros. Após dois dias de combate, a exibição da imagem por um soldado teria levado os atacantes a suspender o ataque, possibilitando a fuga dos sobreviventes.
A mesma imagem, trazida ao local por Ricardo Franco, fundador e primeiro comandante do forte, permanece na capela da Vila Civil, onde recebe honras militares. Joias, fotografias, cédulas e condecorações depositadas aos pés da santa simbolizam graças alcançadas ao longo das décadas.

Fonte: FOLHA MS
