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Entre a Terra e a Esperança: A História de Margarida Oliveira

  • 21 de mai. de 2024
  • 2 min de leitura

Corumbá, 21 de maio de 2024

A história de Margarida Oliveira dos Santos, uma camponesa de longa data, é uma narrativa de luta, resistência e esperança. Nascida e criada em uma família de camponeses, Margarida sempre esteve ligada à terra e ao trabalho no campo. Atualmente, aos 67 anos, ela reside no assentamento Itamaraty, em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, onde vive há 22 anos.


Margarida é uma figura ativa na Comissão Pastoral da Terra (CPT), uma organização que há 50 anos luta pela reforma agrária e pelos direitos dos trabalhadores rurais. Seu envolvimento com a CPT é relativamente recente, mas sua dedicação e compromisso são evidentes.


Ela participa de projetos da CPT que apoiam as mulheres, incluindo iniciativas de agrofloresta e apoio aos povos indígenas Guarani-Kaiowá. No entanto, Margarida reconhece que ainda há muitos desafios enfrentados pelas famílias nos acampamentos, como a falta de alimentação adequada, água e medicamentos.


Margarida compartilha sua própria experiência de ter sido uma sem-terra no passado e compreende as dificuldades enfrentadas por aqueles que buscam terra para viver e trabalhar. Ela é uma voz ativa na luta pela reforma agrária e está envolvida no movimento de mulheres camponesas, que busca garantir direitos e combater a violência e a discriminação. Margarida mantém viva a esperança de que a reforma agrária seja uma realidade para aqueles que ainda lutam por um pedaço de terra para chamar de lar.

Margarida Oliveira dos Santos durante uma assembleia na Aldeia Brejão, em Nioaque/MS




Além de seu ativismo político, Margarida sonha em se tornar vereadora, uma aspiração que ela atribui à sua infância e ao seu desejo de fazer a diferença em sua comunidade. No entanto, ela reconhece as limitações financeiras e de acesso que enfrenta para buscar uma candidatura política.


Apesar dos desafios e das adversidades, Margarida permanece firme em sua luta pelos direitos das mulheres, dos trabalhadores rurais e dos povos indígenas, deixando um legado de resiliência e determinação para as gerações futuras.

Trem do Pantanal

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