Em Sonora acusado de matar companheira enterra corpo no quintal de casa
- 5 de ago. de 2021
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05 de agosto de 2021.

O corpo de uma mulher foi encontrado, hoje, enterrado nos fundos de casa localizada na rua Dolores Terezinha Miranda, no bairro Flávio Derzi, no município de Sonora, a 364 quilômetros de Campo Grande.
Para despistar familiares e até a polícia, Pablo dos Santos Trindade, de 35 anos, suspeito de matar e enterrar o corpo da esposa nos fundos de casa, confessou ter se passado pela vítima em conversas de celular e também nas redes sociais. Inclusive, mensagem publicada no perfil de Laís de Jesus Cruz, de 29 anos, no Instagram, simulava despedida da cidade onde o crime aconteceu.
“Tchau Sonora. Aqui não volto nunca mais”, diz mensagem publicada, ontem, na rede social, um dia após a morte de Laís.
Conforme o delegado Murilo Jorge Vaz Silva, a relação entre autor e vítima durava anos, porém, conforme relatos de familiares, o relacionamento estava desgastado. “Eles têm um filho, de dois anos, mas a convivência era desarmoniosa. Na segunda, tiveram discussão envolvendo uma ex-namorada e ele fala que foi até a sala, depois, quando abriu a porta do quarto, ela já estava morta”, revela a autoridade policial ao ressaltar que o suspeito nega ter matado a mulher, porém, confessa a ocultação de cadáver.

Depois do crime, o corpo de Laís foi enterrado pelo companheiro nos fundos da residência onde o casal morava. A situação foi descoberta após equipe policial desconfiar das atitudes do suspeito, que é dono de academia na cidade, e também de características na casa.
“Quando chegamos na casa, hoje, a intenção era apenas conversar com ele, saber do paradeiro dela. Mas ele começou a demonstrar nervosismo, não conseguia ficar em pé, bebia muita água, foi quando pedimos para olhar a casa e ele deixou. Em um dos quartos, o cheiro de água sanitária era forte. Além disso, no fundo percebemos a terra ‘fofa’. Começaram a cavar, ele ainda falou que não era para fazer isso, mas acabou confessando que enterrou o corpo”, explicou o delegado.
O corpo foi jogado em buraco com aproximadamente dois metros de profundidade. Durante todo o momento, Pablo não apresentava reação de arrependimento. “Não esboçava reação, comportamento normal, não teve choro”, conta Murilo Jorge.
Apesar de negar a morte, à polícia, o suspeito confessou ter agredido a vítima em outras situações e alegou ter enterrado o corpo por medo da família de Laís não acreditar em possível suicídio.
FONTE: DIÁRIO CORUMBAENSE
