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Em semana de volta às aulas, alunos lidam com ansiedade e mudança de rotina em MS

  • 30 de jan. de 2023
  • 3 min de leitura

Parte das escolas privadas retomam aulas nesta segunda-feira (30)

Com parte das escolas privadas de Campo Grande e Mato Grosso do Sul retomando as aulas nesta semana e as públicas às vésperas da volta dos alunos, pais e responsáveis precisam lidar com a ansiedade dos pequenos e ajustar a rotina, que muda totalmente com as atividades escolares. Medo do desconhecido nos primeiros dias na escola, dificuldades da nova rotina e se a criança irá se adaptar são algumas das preocupações.

Nas escolas municipais de Campo Grande, as aulas voltam no dia 8 de fevereiro, já na rede estadual, o retorno está marcado para o dia 23 de fevereiro. Nas escolas privadas, muitas retornaram às atividades nesta segunda-feira (30), e a maioria retoma as aulas até o fim da semana.

Diante de tanta novidade, a orientação de especialistas é sempre conversar com a criança, seja para explicar o que ela encontrará na escola, ou para entender o que acontece no dia a dia, se gosta das aulas ou se tem dificuldades para se adaptar à rotina.


“Os pais podem facilitar o retorno às aulas estabelecendo uma rotina para as crianças, com horário para a alimentação, sono e banho, que foi perdida durante as férias. Estabelecendo essa rotina deixa a criança mais segura, menos ansiosa e vai ser mais tranquilo a volta às aulas”, explica a coordenadora pedagógica da Escola Sesc Horto, Arlete Tavares.


Primeira vez na escola


Geralmente, a fase que tem mais dificuldades na adaptação é a educação infantil, ou seja, as crianças que vão pela primeira vez à escola e que estão mais ligadas afetivamente à família.

A dica de ouro nesses casos é a confiança dos pais na escola, ou seja, que o filho estará seguro, e transmitir esse sentimento para a criança, conversando sobre o que vai acontecer, que ele criará novos amigos, terá uma professora e que se houver qualquer problema a escola irá avisar os pais.


“A escola sozinha não consegue atingir o objetivo. Ela precisa da família e o objetivo da escola é o sucesso no aprendizado da criança e que ela seja feliz”, explica a coordenadora pedagógica.

Além dos pequenos, a mudança de escola para os mais velhos também pode gerar preocupações. Vou gostar da nova escola? Será que as pessoas serão legais? Vou me adaptar ao ritmo das aulas? São algumas das perguntas que podem causar ansiedade.

A psicóloga escolar, Ediane Palhano, recomenda que os pais busquem conversar com os filhos ao invés de deduzir.


“A gente esquece que fazer uso da palavra pode fazer mágica na nossa vida. Então como você se sente filho com relação à mudança de escola? Em cima dessa resposta, a gente pode pensar em possibilidades de ajuda. Supor que o filho vai sofrer na adaptação escolar pode ser bastante desastroso”, afirma a profissional.

A psicóloga explica que é normal o surgimento de sintomas de ansiedade na mudança de escolas, por exemplo, como irritabilidade, agitação de braço, aumento de suor, tremor das mãos e dificuldades para dormir.

“Todos nós, na verdade, nos reconhecemos nesses sintomas diante do novo e isso não é ruim. Em certa medida até traz uma proteção para nós, em que a gente age com um pouco mais de cautela”, garante Ediane.

Porém, o quadro se torna preocupante em casos de persistência dos sintomas e comece trazer prejuízos na vida do estudante. Nesses casos, a recomendação é procurar um psicólogo que possa ajudar a criança.


Fonte: MIDIAMAX

https://midiamax.uol.com.br/cotidiano/2023/em-semana-de-volta-as-aulas-alunos-lidam-com-ansiedade-e-mudanca-de-rotina-em-ms/

 
 

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