Brasil investiga 209 casos de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas
- 6 de out. de 2025
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06 de Outubro de 2025
O Ministério da Saúde informou neste domingo (5) que o Brasil tem 209 casos suspeitos de intoxicação por metanol em investigação, relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Desse total, 16 casos foram confirmados — 14 em São Paulo e 2 no Paraná.
Os dados são consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS), com base nas notificações encaminhadas pelos estados
Situação por estado
O estado de São Paulo concentra a maioria das notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação.Ao todo, 13 estados registraram notificações: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará.Os estados da Bahia e do Espírito Santo tiveram os casos descartados. O Ceará notificou o primeiro caso suspeito neste fim de semana.
Até o momento, o país contabiliza 15 mortes, sendo duas confirmadas em São Paulo e 13 ainda em investigação, distribuídas da seguinte forma:
7 em São Paulo
3 em Pernambuco
1 em Mato Grosso do Sul
1 na Paraíba
1 no Ceará
As informações refletem os registros enviados até as 16h deste domingo (5) e podem ser atualizadas pelos estados.
Antídoto distribuído pelo SUS
O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de etanol farmacêutico, antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, aos estados que solicitaram reforço de estoque.Na primeira remessa, foram enviadas 580 ampolas a cinco estados:
240 para Pernambuco
100 para o Paraná
90 para a Bahia
90 para o Distrito Federal
60 para Mato Grosso do Sul
As doses fazem parte das 4,3 mil ampolas disponibilizadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e os hospitais universitários federais.
Risco e sintomas
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave. A substância, ao ser metabolizada pelo organismo, gera compostos tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem causar cegueira e morte.
Fonte: Jornal FOLHA MS

