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Bebê sequestrada em Campo Grande é resgatada no Paraguai

10 de ago.
3 min de leitura

A recém-nascida,  Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de apenas 28 dias, que estava desaparecida em Campo Grande após a mãe adolescente ser enganada e abandonada em um matagal, foi localizada e resgatada na madrugada deste domingo (9) em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã (MS), a 313 quilômetros de Campo Grande.


A operação policial ocorreu por volta de 1h15 em uma residência localizada na esquina das ruas Alejo García e Coronel Martínez, no bairro Virgen de Caacupé. Durante a intervenção, Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, ambos brasileiros, foram presos em flagrante.

A ação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz em conjunto com o Comando Bipartite e agentes do Ministério Público, em cumprimento a um mandado expedido pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón. Além da prisão do casal, as autoridades apreenderam aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan de cor azul.

Logo após o resgate, a bebê foi levada com urgência ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para passar por exames de avaliação médica. Os dois brasileiros presos foram colocados à disposição da Justiça e encaminhados à sede do Ministério Público.

A operação de busca e resgate foi deflagrada a partir do compartilhamento imediato de informações e inteligência entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e as autoridades do Paraguai, em cumprimento a acordos de cooperação internacional na fronteira.


A investigação

O rastreamento de sinais telefônicos foi o ponto de partida para a polícia chegar aos dois brasileiros presos. A investigação acompanhou o deslocamento dos envolvidos de Campo Grande até Ponta Porã e, depois, identificou a passagem deles pela fronteira.

Segundo o relatório da investigação, o trabalho de rastreamento realizado por investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul permitiu acompanhar os sinais dos suspeitos até a cidade. A partir daí, a equipe identificou que eles haviam seguido para o território paraguaio.

Com a informação em mãos, o caso passou a contar com a cooperação das forças de segurança dos dois países, por meio do Comando Bipartido. O cruzamento dos dados permitiu avançar no rastreamento e localizar o imóvel em Pedro Juan Caballero.

De acordo com o documento, os investigadores brasileiros solicitaram apoio ao Ministério Público do Paraguai para dar continuidade à análise dos sinais e informações telemáticas. O trabalho conseguiu apontar com precisão o endereço onde a criança era mantida.

Também houve apoio técnico do Departamento Antissequestro de Pessoas na obtenção de informações telemáticas complementares. Com o endereço identificado, equipes da Divisão Regional da Direção-Geral de Investigação Criminal e da Fiscalía paraguaia realizaram um mandado de busca por volta de 1h15 deste domingo.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência, a bebê havia desaparecido na última sexta-feira (7), em Campo Grande. Segundo relatos da avó da criança, a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, havia conhecido uma mulher pela internet durante a gestação, sob a promessa de realizar um ensaio fotográfico e, posteriormente, cuidar de uma criança em troca de R$ 100.

A jovem e a irmã, de 13 anos, foram até a residência da mulher e, durante a madrugada, foram abandonadas sem a bebê, próximo a uma área de mata nas imediações da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário.

Desde então, a Polícia Civil, por meio da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio de forças policiais da fronteira, atuava nas buscas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber para ajudar nas buscas da menina.

No sábado (8), um homem que não teve o nome divulgado foi preso pela equipe do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA, responsável pela investigação do caso.

O homem preso é o proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança. A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro de Ayla. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.

Fonte: JORNAL DIÁRIO CORUMBAENSE

 
 

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