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A segunda-feira na Bolívia começou com ruas vazias e comércios fechados. Isso por conta de uma greve

  • Foto do escritor: tremdopantanal
    tremdopantanal
  • 8 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

08 de novembro de 2021.

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A segunda-feira na Bolívia começou com ruas vazias e comércios fechados. Isso por conta de uma greve nacional por tempo indeterminado que foi convocada por setores sindicais e transportadoras. A fronteira entre Corumbá e o país vizinho está fechada no momento para veículos e só podem cruzar a ponte pessoas que estiverem a pé.


Por todo o país foram observados bloqueios de vias públicas e estradas. As ações são uma forma de repúdio contra a aprovação da lei 1.386 pelo Executivo nacional. A medida permite ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial e foi aprovada junto de outras propostas sem consenso ou socialização pelo Movimento ao Socialismo (MAS) na Assembleia Legislativa Plurinacional (ALP), em Santa Cruz de La Sierra.


Outra lei que ajudou a exaltar os ânimos dos bolivianos contra o governo é a de número 342 do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social (PDES) 2021-2025. Prefeitos e gestores de universidades sustentam que isso viola os níveis de autonomia e de planejamento realizados por essas entidades.


O protesto nacional teve adesão de outros setores da população, incluindo profissionais da saúde, motoristas de ônibus e movimentos indígenas – que trazem reivindicações adicionais. O transporte público não está funcionando e, como consequência, quase todas as lojas e instituições estão sem atendimento. As exceções são órgãos ligados ao Estado, que ignoraram as medidas previstas pelos manifestantes e continuam de portas abertas.

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De acordo com o presidente da Comissão Cívica da Santa Cruz, Rômulo Calvo, as ações do presidente Luis são consideradas arbitrárias e precisam ser enfrentadas. “Temos um compromisso com a população boliviana, nos unimos a esta greve pela liberdade e justiça do povo boliviano. O governo quer intimidar trazendo militares, o povo de Santa Cruz não vai permitir. Vamos defender a liberdade e a democracia deste povo”, enfatizou.


Segundo informações do portal de notícias boliviano El Deber, há um forte contingente policial nas ruas do país desde a noite de ontem. O trabalho das forças de segurança tem sido principalmente o de limpar as vias e liberar o trânsito de veículos. Na estrada para La Guardia, dois homens que estavam sentados ao lado de um ponto de bloqueio no quilômetro 6 foram presos; já no quilômetro 13, foi necessária a utilização de uma escavadeira para retirar pedras e entulhos que foram depositados na pista pelos manifestantes.


Em Cochabamba, o clima é ainda mais tenso e foram observados confrontos entre policiais e a população. Entre muitos empurrões e gritos, ao menos duas pessoas foram detidas.


FONTE: O PANTANEIRO

 
 

Trem do Pantanal

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