Fundações do turismo e Meio Ambiente promovem simpósio para fomentar pesca esportiva no Pantanal
- 13 de mar. de 2019
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O encontro deve reunir, pescadores, empresários do ramo turístico, representantes dos poderes executivo e legislativos do estado e pesquisadores de várias regiões do país, para apresentação e formulação de um modelo próprio para o Pantanal

Fomento da pesca esportiva será debatida durante encontro / Foto: Arquivo Folha MS
Corumbá (MS)- A Fundação do Turismo de Corumbá em conjunto com a Fundação do Meio Ambiente do Pantanal, elaboram a realização de um simpósio para debater o fomento da pesca esportiva na região do Pantanal.
A data do encontro ainda será definida, mas os primeiros detalhes foram discutidos pelos presidentes das fundações Antônio Rufo Vinagre e Ana Claudia Boabaid, na manhã desta terça-feira.
O objetivo é formular um modelo de atividade que contemple a preservação do meio ambiente pantaneiro e as espécies que vivem dentro deste bioma, e atenda ao mesmo tempo o trad turístico da região.
O encontro deve reunir, pescadores, empresários do ramo turístico, representantes dos poderes executivo e legislativos do estado e pesquisadores de várias regiões do país, para apresentação e formulação de um modelo próprio.
“Não vamos usar, nem se basear em modelos já existentes de pesca esportiva que estão em vigência em algumas regiões do país, até porque, nosso bioma é único, mas é importante ouvir experiências de sucesso, situações vivenciadas por quem já atua de maneira forte neste seguimento e assim formatar um modelo prático de sucesso que possa fomentar o turismo da pesca esportiva no pantanal”, afirmou Rufo.
A discussão em torno do fomento a novos modelos que possam contribuir para o turismo na região é importante, principalmente quando políticas públicas voltadas para preservação das espécies encontradas em nosso bioma passam a vigorar e ganham força no estado.

Simpósio será realizado em conjunto entre as fundações do Turismo e Meio Ambiente de Corumbá
De acordo com a diretora da Fundação do Meio Ambiente Ana Claudia Boabaid, o trabalho para conservação das espécies é necessário e o início deve ser realizado com a conscientização dos agentes que trabalham diretamente no setor.
“O tema é divergente, isso entre pesquisadores, pescadores, empresários do ramo turístico, mas precisamos trabalhar no sentido de formar um entendimento que beneficie a cidade, mas principalmente que preserve o meio ambiente, até porque, a realidade das consequências decorrentes da não preservação, será sentida aqui”, afirmou.
Para o diretor da Fundação de Turismo, a realização do Simpósio é necessária para elaboração de demandas locais. “Precisamos trabalhar e assumir o protagonismo dentro deste tema. Por isso a necessidade de sair na frente, estabelecer nossas prioridades e demandas de forma participativa e não sermos apenas espectadores das políticas públicas elaboradas para nossa região por pessoas de fora_”, ressaltou Rufo, destacando a importância da realização do debate.

Detalhes do Simpósio foram tratados na manhã desta terça-feira (12)
Fomento ao Turismo
Junto com a recuperação do estoque pesqueiro nos rios do estado, o fomento ao turismo tem sido elencado como um dos principais impulsionadores ao estabelecimento da “Cota Zero” em Mato Grosso do Sul.
O governo defende que a medida que não será imposta para o pescador profissional, vai estimular a prática da pesca esportiva especialmente em Corumbá, principal destino de pesca amadora do Estado.
“O nosso peixe está diminuindo a cada ano nos nossos rios, vamos receber mais turistas, valorizar o pescador profissional e acabar com o atravessador”, destacou o governador.
Legislação
A atual legislação vigente no município proíbe a pesca, embarque e comercialização da espécie Dourado nos rios do Estado. Neste ano, o tema voltou a tônica após o Governo do Estado anunciar, sem prévia, a chamada “Cota Zero” para pesca em Mato Grosso do Sul com o objetivo de preservar as espécies nativas da região.
O tema causou polêmica e muita discussão entre o seguimento turístico do estado principalmente sobre o argumento de que a medida causaria prejuízo para o setor turístico que já possuíam a venda de pacotes fechados com turistas e que os pacotes previam a possibilidade do embarque de pescado.
Após a grande mobilização, o Governo Estadual voltou atrás e anunciou a cota zero para 2020, mas ampliou a restrição de embarque de pescado tanto em quantidade quanto em medidas, fixando o máximo de 5 quilos por turista.
