Governo de MS reconhece emergência em Corumbá provocada pela cheia no Pantanal
- 14 de jun. de 2018
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Chuva na planície provocou uma cheia antecipada este ano no Pantanal de MS, segundo pesquisador da Embrapa Pantanal (Foto: Raquel Brunelli d´Avila/Embrapa Pantanal )
Estado planeja aquisição de cestas básicas para atender as famílias atingidas pela cheia nas regiões do Amolar, Taquari, Forte Coimbra e Porto da Manga.
O governo do estado reconheceu a situação de emergência declarada pela prefeitura de Corumbá, em consequência da cheia que ocorre no Pantanal, e encaminhou parecer técnico à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil sugerindo a homologação do decreto municipal. A cheia isolou 2.500 pessoas ribeirinhas e causa prejuízos econômicos com impactos sanitários no rebanho devido à movimentação dos animais.
A homologação da situação de emergência pelo governo federal torna a região atingida pelo fenômeno natural como prioridade quanto ao repasse de recursos financeiros e permite, excepcionalmente, o alongamento de dívidas dos produtores rurais. Os pantaneiros pediram liberação de linha de crédito especial pelo Banco do Brasil e mudanças em programas, como o de retenção de novilhas, e prorrogação da vacina antiaftosa, que se estenderá até 30 de junho.
A cheia deste ano no Pantanal não deve passar dos seis metros (do rio Paraguai) na régua de Ladário, localizada na fortificação da Marinha. Depois de cinco dias em estabilidade, o rio voltou a subir e registra 5,33 metros nesta terça-feira (12). Estima-se que o pico nesse ponto, que serve de referência para estudos e previsões hidrológicas na bacia pantaneira, será de 5,70 metros. O nível atual do rio em Ladário estava previsto para o final do mês.
Socorro aos ribeirinhos
O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Fábio Santos Catarineli, que assinou o parecer técnico enviado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, informa que o Governo do Estado monitora a situação nas áreas ribeirinhas do rio Paraguai, em apoio ao município de Corumbá. Ele adianta que o estado planeja aquisição de cestas básicas para atender as famílias atingidas pela cheia nas regiões do Amolar, Taquari, Forte Coimbra e Porto da Manga.
“Fizemos uma vistoria in loco nas regiões inundadas, como ação complementar, e constatamos uma situação real, cujos danos e prejuízos decorrentes do evento implicaram no comprometimento da capacidade de resposta econômica e administrativa do poder público municipal”, ressalta. “Aguardamos um plano de ação da prefeitura de Corumbá para iniciarmos o atendimento às famílias desabrigadas ou em situação de isolamento.”
