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Caminhoneiros interditam trecho no Lampião Aceso contra aumento do diesel

  • Ricardo Albertoni - diarionline.com.br
  • 24 de mai. de 2018
  • 2 min de leitura

O bloqueio foi retomado na madrugada e deve persistir incialmente por 24 horas.

Caminhões e carretas que chegam ou saem de Corumbá, com ou sem carga, não estão passando pelo trecho interditado por caminhoneiros na BR-262, no posto fiscal Lampião Aceso, distante cerca de 20 quilômetros da área urbana da cidade. O movimento teve início na tarde de quarta-feira (23), mas, a pista foi liberada no final da tarde. O bloqueio foi retomado na madrugada desta quinta e deve persistir incialmente por 24 horas.

O protesto em Corumbá faz parte do movimento nacional dos caminhoneiros que está no quarto dia consecutivo. De acordo com os caminhoneiros, a greve é pacífica e reivindica ao Governo Federal redução da carga tributária sobre o diesel ,para que isso se reverta no preço final do combustível.

O caminhoneiro José Alves Menezes diz que categoria não quer "bagunça" e sim condições de trabalhar

o Diário Corumbaense, o caminhoneiro José Alves Menezes, de 67 anos, reforçou que a princípio o bloqueio em Corumbá deve durar 24 horas, mas, a liberação só deve acontecer se houver avanços nas negociações com o Governo Federal. “Não tem condições de a gente trabalhar do jeito que está, com o diesel a R$ 3,87 em algumas cidades e em Corumbá, a R$ 4,15. Não queremos bagunça, tudo na paz, mas vai ser por prazo indeterminado se não houver uma solução”, afirmou.

José Alves explicou que além do alto preço do combustível, a manifestação realizada no trecho próximo a Corumbá, também pede mudanças na cobrança do pedágio da Ponte Manoel de Barros.

“Nós gastamos 600 litros de diesel até São Paulo, o que dá em torno de R$ 2.400, sobram R$ 800 para andar 1.500 quilômetros desviando de 10 pedágios, não sobra nada pra gente. Sobre esse pedágio da ponte, de eixo erguido ou baixo cobram a mesma coisa, precisamos rever isso. Temos que sobreviver, se isso não acontecer, pode parar o caminhão em casa. Sobe tudo e o frete está com mais de 6 anos que não sobe nada”, desabafou.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O protesto em Corumbá faz parte do movimento nacional dos caminhoneiros que está no quarto dia consecutivo

O caminhoneiro Alessandro Magno Antonelli, 40, pediu a compreensão das pessoas e lembrou que melhorias para a classe podem se reverter para a população em geral. “Não está ruim só pra gente. Não é só o diesel que está tendo essa alta absurda, é a gasolina, é o etanol, então, todas as coisas estão inflacionando demais. A partir do momento que o diesel e a gasolina sobem, os outros produtos também sobem, tudo chega por caminhão, então, pedimos o apoio da população nesse sentido, garanto que não são só os caminhoneiros que estão descontentes com o governo federal, todos precisam de roupa, gasolina, comida. Então, esse apoio é muito importante”, afirmou.

Neste primeiro momento da mobilização, ambulâncias, carros de passeio, ônibus, caminhões com carga viva e veículos que transportam materiais como oxigênio para os hospitais, estão sendo liberados. Se o bloqueio se estender, há a possibilidade de que os ônibus fretados que transportam trabalhadores sejam parados, entretanto, a chance de isso acontecer é pequena, afirmou um dos manifestantes.


 
 

Trem do Pantanal

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