Bolivianos fecham fronteira em apoio à mobilização contra demora nos trâmites de importação e export
- 14 de mai. de 2018
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Durante a manhã o fechamento foi parcial, entretanto, no começo da tarde, passagem de veículos foi interrompido totalmente
Em apoio às mobilizações realizadas por funcionários e empresários do ramo de importação e exportação de Corumbá, organizadas pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Pantanal – SetLog Pantanal – a Associação de Transporte Pesado de Arroyo Concepción realizou na manhã desta segunda-feira (14) do lado boliviano, o fechamento parcial da fronteira com o Brasil. Segundo representante do movimento no país vizinho, o fechamento deve ser total no início da tarde.
O presidente da associação de transportes boliviana, Angel Saavedra, a determinação é de que a partir das 13h de hoje (14), até que se busque uma solução, a entrada e saída no país serão interrompidas. “Essa é uma medida radical por tempo indeterminado. Nosso governo já tem conhecimento dessa situação e estamos esperando se manifestarem por meio de conversa com o Brasil para que nos dê uma solução”, explicou Saavedra destacando que o lado boliviano está sendo muito prejudicado devido a demora nos trâmites de importação e exportação, que perdeu a celeridade com a operação padrão dos auditores fiscais da Receita Federal na fronteira do Brasil com a Bolívia.

Ação na fronteira aconteceu simultaneamente a mais uma paralisação do lado brasileiro com o bloqueio da Agesa
A ação aconteceu simultaneamente a mais uma paralisação do lado brasileiro com o bloqueio da Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados do Mato Grosso do Sul Ltda) onde está localizado o porto seco - estrutura fiscal terrestre por onde ocorrem os trâmites pertinentes ao processo de entrada e saída de grandes cargas de mercadorias do país. Os representantes bloquearam a entrada com pneus e faixas e segundo o sindicato, nenhum caminhão sai ou entra na Agesa nos dias 14 e 15 de maio.
Por conta dos procedimentos, as empresas têm amargado prejuízo de cerca de R$ 1 milhão por mês. O sindicalista informou que a mobilização por parte dos brasileiros tem previsão de dois dias, entretanto, caso não haja uma resposta do Governo Brasileiro, o movimento pode ser estendido.
“Da outra vez fizemos uma paralisação somente em Corumbá de um dia. Hoje incialmente são dois dias de paralisação, mas, se não tivermos uma resposta do Governo pretendemos estender esse período por tempo indefinido”, finalizou Lourival.
Os auditores cobram, por parte do Governo Federal, a regulamentação do Bônus de Eficiência e da Progressão Funcional da carreira e, para isso, realizam em todo o país greves e operações padrões que afetam diretamente as ações de comércio internacional em diversos portos brasileiros.
A reportagem não conseguiu contato com representante local do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. A Agesa e a Alfândega da Receita Federal em Corumbá, informaram que não dão declarações sobre o movimento por entender que trata-se de questão sindical.
